Mente subconsciente: o que é e 5 formas como decide por ti

Academia Pedro Frias

Mente subconsciente: o que é e 5 formas como decide por ti

Muito do que sentes, escolhes e repetes nasce numa parte de ti que não vês a trabalhar. Um guia claro para perceberes o que lá está guardado e como começar a olhar para isso.

por Pedro Frias · Academia Pedro Frias

A mente subconsciente é a parte da mente onde fica guardado tudo o que viveste: memórias, emoções, crenças e hábitos que repetes sem pensar. Não a vês a trabalhar, e é precisamente por isso que tem tanto peso naquilo que fazes.

Decides acordar mais cedo e carregas no botão do despertador. Decides não responder a quente e respondes. Decides que desta vez vai ser diferente e, quando dás por ti, estás no mesmo sítio.

Não te falta vontade. A decisão foi tomada numa parte da mente, e o comportamento vive noutra.

Neste artigo explicamos o que é a mente subconsciente, mostramos cinco formas como decide por ti, de onde vem o que lá está guardado e como podes começar a trabalhá-la.

Pessoa parada no meio de uma estação enquanto a multidão passa desfocada, uma imagem da mente subconsciente em piloto automático

O que é a mente subconsciente

Pensa num icebergue. O que se vê à superfície é uma parte pequena, e o que o mantém a flutuar está debaixo de água. Com a mente passa-se algo parecido: os pensamentos de que tens noção são a ponta, e por baixo está aquilo que foste guardando ao longo da vida.

Esse registo não está parado. É a partir dele que reages, que escolhes e que interpretas o que te acontece. Na maior parte do tempo fá-lo de forma automática, antes de teres tempo para pensar no assunto.

As três mentes: consciente, analítica e subconsciente

No método da Academia Pedro Frias usamos um modelo simples. Não pretende descrever o cérebro ao pormenor, mas ajuda a perceber o que se passa por dentro.

  • A mente consciente. É onde pensas, raciocinas e decides o que fazer a seguir.
  • A mente analítica. Avalia, julga e filtra. Funciona como uma porta e defende aquilo em que já acreditas.
  • A mente subconsciente. Guarda o que viveste desde o início da vida e repete-o sem te pedir licença.

As três trabalham em conjunto. O problema surge quando a consciente quer uma coisa e a subconsciente aprendeu outra.

A decisão é consciente. O hábito vive mais fundo.

5 formas como a mente subconsciente decide por ti

Não é preciso acreditar em nada de especial para o reconhecer. Basta olhar para um dia normal.

1. Nos hábitos que fazes sem pensar

Conduzes até casa e não te lembras do caminho. Pegas no telemóvel sem saber porquê. Chamamos-lhe piloto automático, e a imagem é boa: alguém está a conduzir, só que não és tu, pelo menos de forma atenta.

Isto é útil. Se tivesses de pensar em cada gesto, não chegavas ao fim da manhã. O custo é que o mesmo mecanismo repete também aquilo que já não te serve.

2. Nas reações que chegam antes de ti

Alguém levanta a voz e o teu corpo encolhe. Recebes uma mensagem seca e o coração acelera. A reação aparece primeiro e a explicação vem depois. Muitas vezes estás a responder a uma situação antiga, e não àquela que tens à frente.

3. Naquilo em que acreditas sobre ti

“Não sou bom com números.” “Não sou do género de falar em público.” Estas frases parecem descrições, mas funcionam como regras. Decidem o que tentas e o que nem chegas a considerar. Explicámos este mecanismo em detalhe no artigo sobre crenças limitantes.

4. Nas escolhas que se repetem

O mesmo tipo de relação, o mesmo conflito com chefes diferentes, o mesmo ponto em que desistes. Mudam as pessoas e as circunstâncias, e o resultado é parecido. Quando é assim, raramente é azar. São padrões que se repetem porque a origem continua no mesmo sítio.

5. No que sentes sem saber porquê

Um aperto antes de um jantar de família. Uma tristeza que chega com um cheiro ou uma música. O corpo reconhece uma coisa que a cabeça ainda não identificou.

De onde vem o que a mente subconsciente guarda

Quase tudo foi aprendido, e a maior parte muito cedo.

Pensa na Marta (um exemplo ilustrativo). Em pequena, quando chorava, ouvia: “Não é caso para tanto.” Ninguém lhe quis fazer mal. Mas ela tirou dali uma conclusão: o que sinto incomoda os outros. Hoje, aos 38 anos, é a pessoa a quem todos recorrem e que nunca pede nada. Quando lhe perguntam se está bem, responde que sim antes de pensar.

No modelo que usamos, a infância é a fase em que a mente analítica ainda não se formou. Uma criança absorve quase tudo sem questionar: o que ouve sobre si, a forma como os adultos lidam com o conflito, o que é preciso fazer para ser aceite.

Com o crescimento, a mente analítica ganha força. Passa a filtrar o que entra e a proteger o que já lá está. Dá-nos estabilidade, e ao mesmo tempo guarda os registos antigos atrás de uma porta.

Depois há a repetição e a emoção. O que se repete muitas vezes fica, e o que foi vivido com emoção forte fica mais depressa. Nada disto serve para culpar ninguém. Serve para perceber que aquilo que foi aprendido pode ser revisto.

Sapatos pequenos de criança ao lado de sapatos de adulto num soalho antigo, à luz do fim da tarde

4 sinais de que a mente subconsciente está ao comando

O difícil é ver uma coisa que funciona sozinha. Estes quatro sinais ajudam.

1. Sabes o que fazer e não o fazes

Já leste, já percebeste, já decidiste. E continuas igual. Quando a distância entre saber e fazer se mantém durante muito tempo, a resposta não costuma estar em mais informação.

2. A reação é maior do que a situação

Um comentário pequeno estraga-te o dia. Um atraso de dez minutos deixa-te em alerta. A intensidade vem de trás.

3. Dizes muitas vezes “eu sou assim”

É a frase com que fechas um assunto antes de olhares para ele. Vale a pena perguntar: desde quando?

4. O corpo responde antes da cabeça

Tensão nos ombros, nó no estômago, vontade de sair dali. O corpo é muitas vezes o primeiro a mostrar o que está guardado.

Um exercício de dez minutos. Durante uma semana, ao fim do dia, aponta um momento em que reagiste sem escolher. Escreve o que aconteceu, o que sentiste no corpo e a primeira frase que te veio à cabeça. Ao sétimo dia, lê tudo de seguida. O que se repete é o teu ponto de partida.

Como trabalhar a mente subconsciente: 5 passos

A mente subconsciente não muda por ordem. Aprendeu por repetição e por emoção, e é assim que aprende coisas novas.

1. Abranda antes de reagir

Entre o que acontece e o que fazes existe um intervalo muito curto. Respirar fundo uma vez é suficiente para o alargar. Não tens de mudar a reação logo. Para começar, basta dares por ela.

2. Dá nome ao que sentes

“Estou com medo de falhar” é diferente de “estou nervoso”. Quanto mais preciso fores, mais fácil é perceber a que é que estás a responder.

3. Pergunta de onde vem

Quando foi a primeira vez que te sentiste assim? Que idade tinhas? Não precisas de uma resposta certa. Precisas de abrir a pergunta e deixar que alguma coisa apareça.

4. Cria tempo de silêncio

Se acordas e a primeira coisa que fazes é pegar no telemóvel, não sobra espaço para te ouvires. Dez minutos por dia sem ecrãs, a meditar, a escrever ou só sentado, já fazem diferença.

5. Repete a resposta nova

Escolhe um gesto pequeno e diferente do habitual: dizer que não, pedir ajuda, esperar antes de responder. Cada repetição ensina à mente subconsciente que há outro caminho possível.

Convém ser honesto: nada disto muda numa semana. O que repetiste durante décadas pede tempo e constância.

Pessoa sentada na ponta de um pontão, num lago parado com nevoeiro ao amanhecer

Hipnose: uma forma direta de chegar à mente subconsciente

Há casos em que o trabalho consciente ajuda a compreender, mas a reação mantém-se. Sabes de onde vem, consegues explicá-lo, e o corpo continua a responder da mesma maneira. A compreensão ficou à superfície, e o registo está mais fundo.

No nosso método, a hipnose é a ferramenta central para este trabalho. Num estado de atenção focada e relaxada, a mente analítica deixa de filtrar tudo a cada segundo. Com essa guarda mais baixa, torna-se possível olhar para as memórias e emoções que sustentam uma reação.

Não se trata de perder o controlo. A pessoa está presente e participa do princípio ao fim. Se quiseres perceber melhor, explicámos o que é a hipnose e o que acontece numa sessão num artigo próprio.

Não é imediato nem garantido, e depende de cada pessoa. É uma forma de trabalhar na origem, e não só nos efeitos.

Aprender a trabalhar com a mente subconsciente

Com os passos deste artigo consegues fazer bastante sozinho. Com método e acompanhamento vais mais fundo e com mais segurança.

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O curso Terapeuta Completo reúne hipnose, libertação emocional e desenvolvimento espiritual. Aprendes a trabalhar com a mente subconsciente primeiro em ti e depois nas pessoas que acompanhas.

A Academia Pedro Frias é uma entidade formadora certificada pela DGERT.

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Perguntas frequentes sobre a mente subconsciente

O que é a mente subconsciente?

A mente subconsciente é a parte da mente onde fica guardado o que viveste: memórias, emoções, crenças e hábitos automáticos. Funciona sem passar pela tua decisão consciente, e é por isso que influencia tanto do que sentes e fazes sem dares por isso.

Qual é a diferença entre a mente consciente e a mente subconsciente?

A mente consciente é onde pensas, raciocinas e decides no momento. A mente subconsciente guarda o que aprendeste e viveste e repete-o de forma automática. A primeira escolhe o caminho, a segunda tende a levar-te pelo caminho que já conhece.

É possível reprogramar a mente subconsciente?

É possível trabalhar o que lá está guardado e criar respostas novas. Pede repetição, constância e, muitas vezes, acompanhamento. Não é imediato nem garantido, e o tempo varia de pessoa para pessoa.

Como posso aceder à minha mente subconsciente?

Abrandando. A meditação, a escrita e os momentos de silêncio ajudam a mente analítica a baixar a guarda, e é aí que o que está mais fundo se torna visível. A hipnose é uma das formas mais diretas de lá chegar.

A hipnose trabalha a mente subconsciente?

Sim. Num estado de atenção focada e relaxada, torna-se possível chegar às memórias e emoções que sustentam uma reação. A pessoa mantém-se presente e participa. É uma ferramenta complementar, e os resultados variam de pessoa para pessoa.

Este artigo tem um propósito informativo e de autoconhecimento. Não substitui o acompanhamento de um profissional de saúde. Se estás a passar por um momento difícil, procura o apoio adequado.

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