Padrões que se repetem: porque acontece e como te libertares

Porque é que os mesmos padrões se repetem na tua vida
As mesmas dificuldades, as mesmas crenças, a mesma história a repetir-se. Percebe o papel do subconsciente e como te podes libertar do passado que te condiciona.
por Pedro Frias · Academia Pedro Frias

Se sentes que há padrões que se repetem na tua vida, as mesmas dificuldades e as mesmas escolhas, com pessoas diferentes e em fases diferentes, não é azar nem coincidência. Muitas vezes é o teu passado a decidir por ti, sem que dês por isso. E há forma de sair desse ciclo.
Neste artigo explicamos porque é que há padrões que se repetem, onde é que ficam guardados, porque são tão difíceis de mudar e como a hipnose te pode ajudar a chegar até eles.
O teu passado está a criar o teu presente

Pensa na Ana (um exemplo ilustrativo, mas talvez te reconheças nele). Aos 35 anos, dá por si pela terceira vez numa relação com alguém que a desvaloriza. No trabalho, aceita sempre mais tarefas do que consegue, porque dizer que não lhe custa como se fosse um perigo. Ela sabe que isto lhe faz mal. Já prometeu a si mesma que ia mudar. E, ainda assim, quando chega o momento, reage exatamente como reagiu das outras vezes.
Não é falta de inteligência nem de vontade. Costuma dizer-se que planeamos o futuro, mas na maior parte do tempo limitamo-nos a repetir o passado. Tudo o que viveste ficou registado, e é esse registo que alimenta os teus pensamentos, as tuas crenças e as tuas reações. O dia de hoje acaba por ser uma repetição do de ontem: os mesmos medos, as mesmas escolhas, o mesmo piloto automático.
O teu passado é um registo de experiências. E é esse registo que, sem tu perceberes, escreve o teu futuro.
Por isso, libertares-te dos padrões que se repetem começa por uma coisa simples de dizer e difícil de fazer: deixar de reagir a partir do passado.
As três mentes: consciente, analítica e subconsciente
No método da Academia Pedro Frias, usamos um modelo simples para explicar o que se passa por dentro. Não pretende descrever o cérebro ao pormenor, mas ajuda a perceber porque é que mudar custa tanto. Olhamos para a mente como três partes que trabalham em conjunto:
- A mente consciente. É onde estão os teus pensamentos, onde raciocinas e decides o que fazer a seguir.
- A mente analítica. É a parte que avalia, julga e filtra. Funciona como uma porta entre o consciente e o subconsciente, e defende aquilo em que já acreditas.
- O subconsciente. É onde fica guardado o que viveste desde o início da vida: memórias, emoções, crenças e as reações automáticas que repetes sem querer.
O ponto importante é este: as decisões que tomas conscientemente são só a ponta. Grande parte do que sentes, do que temes e do modo como reages nasce mais fundo. É por isso que a Ana consegue decidir mudar e, mesmo assim, não mudar. A decisão é consciente, mas o hábito vive noutro sítio.
Porque é tão difícil mudar o que já está enraizado
Na forma como trabalhamos, olhamos para a infância como a fase em que esse filtro ainda não existe. Uma criança absorve quase tudo sem questionar: o que ouve sobre si mesma, a forma como os adultos lidam com o conflito, o que é preciso fazer para ser amada. É por isso que aquilo que vivemos em pequenos fica tão marcado.
Com o crescimento, e sobretudo a partir da pré-adolescência, a mente analítica ganha força. Passa a filtrar o que entra e a proteger a personalidade que já se formou. É útil, porque nos dá estabilidade, mas também torna a mudança mais difícil: a porta que nos protege é a mesma que guarda os padrões antigos.
Depois a vida continua. Há experiências marcantes, desafios, perdas. Quando pesam o suficiente, ficam também registadas e vão reforçando os mesmos padrões.
Hipnose: uma porta de acesso ao subconsciente

Se a mente analítica é a porta que protege o subconsciente, mudar padrões passa por abrandar essa porta. A meditação ajuda a chegar mais perto. No nosso trabalho, a hipnose é a ferramenta central, porque é uma das formas mais diretas de lá chegar.
Na hipnose entras num estado de atenção focada e relaxada, em que a mente analítica deixa de filtrar tudo a cada segundo. Com essa guarda mais baixa, torna-se possível olhar para as memórias, emoções e crenças que sustentam um padrão e trabalhá-las na origem, e não apenas à superfície.
Não se trata de controlar ninguém. Numa sessão de hipnose, a pessoa está presente e participa. O objetivo é criar condições para que ela própria consiga aceder ao que está mais fundo e largar o que já não lhe serve. A hipnose não é uma prática nova nem marginal: é estudada há décadas, sobretudo em áreas como a gestão da dor e da ansiedade. Se quiseres perceber melhor, explicámos o que é a hipnose e o que acontece numa sessão num artigo próprio.
O teu poder interior está adormecido
Há uma ideia central neste trabalho: a tua capacidade de seres amoroso, tolerante, honesto e inteiro não desapareceu. Está apenas tapada por experiências difíceis que ainda pesam.
Quando começas a soltar esse peso, essa parte de ti volta a ganhar espaço. E é ela que tem força para ir dissolvendo, aos poucos, muito daquilo que ainda te incomoda.
Isto não te tira da vida real. Vais continuar a ter dias difíceis, e vão continuar a surgir memórias e emoções antigas que pedem atenção. Faz parte. A diferença é que deixas de estar à mercê delas.
Libertar padrões não acontece em cinco minutos
Convém ser honesto: nada disto muda porque fechaste os olhos cinco minutos hoje. Não é um truque nem um atalho.
Muda quando investes tempo em estar contigo, em olhar para dentro com constância. Repara no teu dia. Se acordas e a primeira coisa que fazes é pegar no telefone, ver os emails e correr atrás do que há para fazer, não sobra espaço para te ouvires. E onde não há esse espaço, é muito difícil haver mudança profunda.

Também não precisas de esperar que a vida chegue a um ponto de rutura. Podes começar antes, por vontade e não por exaustão.
O passado só continua a mandar na tua vida enquanto não olhares para ele. No momento em que decides fazê-lo, deixas de repetir o dia de ontem e começas a escrever o de amanhã.
Percursos que te ajudam a fazer este trabalho
Este trabalho é teu e ninguém o pode fazer por ti. Mas isso não quer dizer que o tenhas de fazer sozinho. Com método e acompanhamento, consegues ir mais fundo e com mais segurança do que por tentativa e erro.
É para isso que existem os percursos de formação da Academia Pedro Frias. De entre eles, o curso Terapeuta Completo é o que tem a hipnose como base: reúne a hipnose, a libertação emocional e o desenvolvimento espiritual, e é construído à volta deste trabalho de chegar ao subconsciente, primeiro em ti e depois nas pessoas que acompanhas.
Formação certificada da Academia Pedro Frias
A Academia tem vários percursos de formação certificados. O curso Terapeuta Completo assenta na hipnose, com prática e acompanhamento.
A Academia Pedro Frias é uma entidade formadora certificada pela DGERT.
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Perguntas frequentes
Porque é que os mesmos padrões se repetem na minha vida?
Porque as experiências e crenças do passado ficam guardadas no subconsciente e continuam a influenciar a forma como reages, muitas vezes sem que dês por isso. É daí que nascem os padrões que se repetem: enquanto esses registos não forem trabalhados, tendem a levar-te às mesmas reações, escolhas e dificuldades.
O que é o subconsciente e porque é tão poderoso?
No modelo que usamos, é a parte da mente onde ficam guardadas as memórias, emoções, crenças e hábitos automáticos desde o início da vida. É poderoso porque influencia grande parte do que sentes e do modo como reages, sem passar pela decisão consciente.
É possível reprogramar o subconsciente?
É possível trabalhá-lo e reorganizar aquilo que já não te serve. Para isso é preciso abrandar a mente analítica, por exemplo através da hipnose, e fazer um trabalho continuado. Não é imediato nem garantido, e depende de cada pessoa.
Quanto tempo demora a libertar um padrão?
Não existe um prazo universal. Depende do padrão, da pessoa e do trabalho que faz. O que costuma fazer diferença não é a intensidade de um momento, mas a constância ao longo do tempo.
[…] No modelo que usamos na Academia Pedro Frias, a infância é a fase em que a mente ainda não filtra o que recebe. Uma criança absorve quase tudo sem questionar: o que ouve sobre si, a forma como os adultos falam de dinheiro, o que é preciso fazer para ser aceite. Essas conclusões ficam guardadas no subconsciente e continuam a orientar reações décadas depois. É o mesmo mecanismo que explica os padrões que se repetem na vida adulta. […]
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