Tornar-se terapeuta holístico: a história de Liliane Saruga

Além do Diploma · Histórias de quem se formou connosco
Tornar-se terapeuta holístico: a história de Liliane Saruga
Ela já era terapeuta. Mas faltava-lhe algo. Foi na espiritualidade que encontrou aquilo que procurava.

Terapeuta ocupacional desde 2015, decidiu dar o passo que muitos profissionais de saúde acabam por procurar: tornar-se terapeuta holística. Esta é a história de como a espiritualidade veio completar a sua forma de cuidar.
Sempre soube que queria ajudar
Antes de chegar à Academia Pedro Frias, Liliane já tinha um caminho sólido. Formada em terapia ocupacional e especializada em integração sensorial, trazia uma forma de olhar que via cada pessoa para lá do sintoma. O desejo de cuidar, esse, vinha de muito longe: desde pequena, ajudar os outros era algo natural nela.
Foi esse instinto que a levou à terapia ocupacional, uma profissão que estuda aquilo que fazemos, como o fazemos e o significado que damos a cada gesto. Para Liliane, cada ser humano é único, e a mesma ação pode ter sentidos completamente diferentes de pessoa para pessoa. Era um olhar rico, mas que ela sentia ainda incompleto. Faltava-lhe uma dimensão que nunca lhe tinha sido verdadeiramente apresentada, nem na escola, nem na faculdade: a espiritualidade, aquela que nos liga a algo maior do que nós.
“Não nos foi incutida essa dimensão.” Liliane Saruga
A decisão
Quando decidiu tornar-se terapeuta holística
Em 2024, o curso Terapeuta Completo fez sentido. Não como mais um diploma para a parede, mas como uma formação em terapias holísticas que lhe permitia aprofundar e integrar tudo o que já sabia. A decisão nasceu de dois lugares ao mesmo tempo: o pessoal e o profissional.
Liliane procurava conhecimento, mas também procurava crescimento. Sabia que sairia de lá com ferramentas novas para a sua prática e com algo mais difícil de medir: uma transformação interior. Foi exatamente isso que aconteceu.
Aceder ao que, muitas vezes, não se vê
Na Academia Pedro Frias, Liliane encontrou formadores com domínio da teoria e da prática, e um conjunto de técnicas que mudaram a forma como acompanha quem a procura. O que mais a marcou foi a possibilidade de chegar a camadas profundas: ao subconsciente, aos traumas, às partes que pedem cura e que nem sempre estão à vista.
E essas ferramentas não ficaram na teoria. O primeiro script de hipnose que aplicou foi com um colega que queria deixar de fumar. Resultou. Mais tarde, acompanhou uma pessoa com ataques de ansiedade e falta de ar, que melhorou logo nas primeiras sessões. Hoje, integra estas técnicas com a sua formação em terapia ocupacional e integração sensorial, potenciando cada processo para que a mudança se sinta mesmo no dia a dia de quem acompanha.
Permitimos que a pessoa cure partes de si a que, conscientemente, na nossa prática, nem sempre conseguimos aceder. E são partes muito decisivas.Liliane Saruga
A transformação
O maior trabalho foi nela
Há uma transformação que Liliane faz questão de sublinhar: a que aconteceu dentro dela. Ao longo do caminho, aprendeu que um terapeuta também precisa de investir em si, de continuar o seu próprio trabalho e de procurar, como diz Pedro Frias, a sua melhor versão. Essa procura passou por enfrentar os próprios medos, com mais coragem do que imaginava ter.
Foi também a espiritualidade que veio dar sentido a tudo o resto. Para Liliane, o ser humano vive de forma holística: é um ser espiritual, sensorial e ocupacional, e não se consegue separar uma parte da outra. Curiosamente, esta nova camada ajudou-a a compreender melhor o seu próprio passado, e a menina cheia de porquês encontrou, finalmente, espaço para as suas perguntas.
“Há dez anos não fazia ideia. E hoje percebo porque foi importante ter ido estudar terapia ocupacional.” Liliane Saruga
Em conversa com a Liliane
Houve algum tema que te fascinou mais?
Confesso que a espiritualidade quântica, perceber melhor o universo, desperta-me muita curiosidade. Sempre fui uma pessoa cheia de porquês.
As pessoas que acompanhas estão recetivas a estas abordagens?
São muito recetivas. Dão-me um feedback lindo: “consegui relaxar”, “consegui diminuir a ansiedade”, “consegui conectar-me mais a mim”.
O que dirias a um terapeuta que hesita em começar este caminho?
Que se permita. Estamos todos em aprendizagem, e às vezes é só preciso mais coragem para superar os nossos próprios medos.
Hoje, Liliane não é apenas aluna. Tornou-se formadora na Academia Pedro Frias, um caminho que descreve com surpresa e gratidão. Quando olha para trás, vê uma terapeuta diferente daquela que começou: mais completa, com mais ferramentas e com a certeza de que o seu trabalho tem agora um impacto ainda mais real na vida de quem acompanha.

Se há uma frase que resume o que mudou, talvez seja esta:
“Fez muita diferença na minha vida iniciar terapia e iniciar neste caminho espiritual. Sem dúvida.” Liliane Saruga
A história da Liliane é uma entre muitas. Se sentes que também queres ir além do diploma e tornar-te terapeuta, o caminho pode começar aqui.
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