"Deus Quer Falar Contigo" é o resultado de um caminho longo. Ao longo de anos de prática terapêutica, estudo e observação da alma humana, Pedro Frias foi reunindo perguntas, respostas e intuições sobre aquilo que nos afasta de nós próprios: a culpa, o medo, a ideia de castigo, a sensação de separação.
O livro nasce desse percurso. Não como uma doutrina, mas como um convite a sentir Deus de forma mais íntima, livre e consciente.
Como nasceu o título "Deus Quer Falar Contigo"
O título chegou mais tarde, em Roma, numa viagem que Pedro realizou com a sua família. Perante lugares carregados de história e espiritualidade, e ao observar as multidões que passavam, Pedro sentiu uma profunda conexão com a memória daqueles espaços e, ao mesmo tempo, com a distância que tantas pessoas ainda vivem em relação ao essencial.
Foi nesse olhar sobre cada rosto que surgiu a frase: Deus quer falar contigo. Uma frase simples, mas imensa, que acabou por dar nome a tudo o que o livro já vinha a preparar há anos.
Deus quer falar contigo.
Deus quer falar contigo. A frase que dá nome ao livro
Uma espiritualidade livre
Ao longo dos anos, Pedro foi percebendo que muitas pessoas não estavam afastadas da espiritualidade por falta de fé, mas por excesso de medo. Medo de errar. Medo de serem julgadas. Medo de não merecerem amor. Medo de Deus.
"Deus Quer Falar Contigo" nasce também desse desejo de libertar a espiritualidade de uma linguagem pesada, tantas vezes associada à culpa, ao castigo e à obrigação. No lugar dessa visão, Pedro propõe uma relação mais íntima com o divino, uma relação que começa dentro de cada um de nós e que se reconhece pela paz, pela consciência e pelo amor.

Este livro é um convite a compreendermos o nosso lugar no planeta.
Uma nova forma de olhar para Deus
Há uma ideia que atravessa o livro do princípio ao fim: a de que Deus não está separado de nós. Não está distante, não está acima e não nos julga. Está presente no amor, na intuição, na consciência, na voz silenciosa que tantas vezes ignoramos por medo, pressa ou desconexão.
O que Pedro Frias propõe é uma mudança profunda de olhar: Deus como uma força amorosa, íntima e constante. Uma força que não exige sofrimento como prova, nem perfeição como condição.
É a partir dessa visão que o livro questiona algumas crenças antigas: o inferno como castigo eterno, o karma como dívida, a vida como prova a pagar. Para Pedro, esses conceitos só fazem sentido quando vistos à luz do amor: o inferno não como condenação, mas como afastamento de nós próprios; o karma não como punição, mas como espelho; a vida não como sentença, mas como escola.

A coisa mais espiritual que podemos fazer é sermos bons humanos. E o Pedro é dos melhores humanos que eu conheço.
Como criamos a nossa realidade
O livro também abre espaço para uma ponte entre espiritualidade e ciência. Pedro Frias recorre à física quântica, com ideias como o campo de possibilidades, a vibração e o papel da consciência, para aproximar o leitor de uma pergunta simples: e se a realidade não fosse tão fixa como aprendemos a acreditar?
Mais do que provar o invisível, o que o livro propõe é senti-lo de outra forma. Perceber que aquilo que pensamos, sentimos e emitimos tem impacto na forma como vivemos. Que não somos apenas espectadores da vida, mas participantes ativos na realidade que construímos de dentro para fora.

No final do dia, é sobre sermos cada vez mais quem somos de verdade.
"Este livro é um convite a voltar a nós"
Para compreender melhor o caminho que deu origem a "Deus Quer Falar Contigo", falámos com Pedro Frias sobre a mensagem central do livro, a forma como a sua prática terapêutica influenciou esta visão e o que espera que cada leitor possa levar para a sua própria vida.
Vivemos muito presos à ideia de que precisamos de ter alguma coisa para finalmente sermos alguém, seja sucesso, reconhecimento, amor… Mas a verdade é que o caminho é ao contrário. Primeiro precisamos de nos lembrar de quem somos.
Este livro vem precisamente ajudar nesse regresso. A mostrar que não somos vítimas da vida, que temos responsabilidade sobre aquilo que sentimos, escolhemos e vibramos.
Mas aquilo que partilho no livro é outra visão: Deus não castiga. Deus é amor. E, se é amor, não pode estar à espera do nosso erro para nos condenar.
A espiritualidade não tem de ser vivida através da culpa ou do medo. Não precisamos de intermediários para nos ligarmos a Deus. Deus fala connosco através da intuição, da paz interior, da consciência. Está muito mais perto do que nos ensinaram a acreditar.
Gostava também que ficasse a consciência de que temos sempre a possibilidade de fazer diferente. De escolher a partir de outro lugar, com mais amor, mais presença e mais verdade.
E, acima de tudo, gostava que cada pessoa percebesse que dizer "sim" a Deus é dizer "sim" à sua própria essência. Se, ao terminar o livro, cada leitor levar consigo nem que seja um pequeno ensinamento para aplicar na sua vida, então a mensagem já cumpriu o seu propósito.

Nós temos a capacidade de escolher como queremos viver cada dia. Essa é a verdadeira liberdade de que se fala no livro.
A partilha da mensagem ao vivo
Desde o lançamento, "Deus Quer Falar Contigo" já passou por Lisboa, Porto, Faro e Açores, em sessões que foram mais do que apresentações formais. Foram momentos de conversa, escuta e partilha em torno das ideias centrais do livro.
Em cada cidade, Pedro Frias foi acompanhado por pessoas que ajudaram a abrir esse diálogo com o público: Sílvia Viegas, em Lisboa e Faro, Vera Kolodzig, no Porto, e Regina Santana, nos Açores. Cada sessão trouxe uma energia própria, mas todas tiveram em comum o mesmo propósito: levar a mensagem do livro para lá do papel, aproximá-la das pessoas e criar espaço para que pudesse ser escutada, sentida e partilhada.
Porque este é também o verdadeiro caminho de "Deus Quer Falar Contigo": sair do texto e continuar dentro de quem o lê, de quem o escuta e de quem se permite, por instantes, olhar para si com mais verdade.
