Módulo 1, Conteudo 1
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Noções de Física Quântica

Pedro Frias 23 de Janeiro, 2026

2.1. Double Split Experiment

O facto de termos conhecimento sobre se os átomos passaram por uma ou por outra fenda, fez com que o resultado fosse diferente de quando não sabíamos.

Sem sabermos em qual fenda passam, as partículas interferem umas nas outras mesmo sem lá estarem, criando um padrão de interferência.

Se soubermos em qual fenda passam, as partículas comportam-se como sólidos, ou seja, como seria expectável.

O que podemos extrapolar para o conceito terapêutico?

É que tudo que tomamos conhecimento modificamos. E ao mesmo tempo, temos uma onda de probabilidades que existe e que apenas colapsa quando sabemos em qual das fendas passou.

Einstein disse: “Eu gosto de acreditar que a Lua está lá mesmo quando lhe viro as costas”.

Mas de facto, o que podemos dizer se olharmos à experiência da dupla fenda, é que o que permanece por observar está em estado de não determinismo. Só é determinado após a sua observação / conhecimento!

Quantum Entanglement

Duas partículas que são criadas a partir da mesma. Elas têm que girar (spin) em direções opostas. Se uma gira com o seu eixo para cima o outro tem de ter o eixo de rotação na direção oposta.

Segundo Einstein, o spin é determinado no momento da criação das partículas.

Segundo Bohr elas permanecem indefinidas até a nossa observação, e só nesse momento é definido o seu spin.

Antes da medição as partículas têm todos os estados. Rodam em todas as direções simultaneamente. Isto é chamado o estado: Super Position.

Após a medição, a forma como medimos a partícula (se a orientação é vertical horizontal ou até diagonal) tem uma influência instantânea na sua metade interligada.

O conceito de quantum entanglement pressupõe que uma partícula no Universo possa influenciar instantaneamente uma outra partícula em qualquer parte ou distância da primeira.

Em 1930 Einstein chamou a este fenómeno “Spooky action at distance”, pois a teoria da relatividade excluía que alguma coisa pudesse viajar ou comunicar mais rápido que a velocidade da luz.

Daí que o resultado da experiência que prova isto deixou Einstein muito desconfortável.

O debate era entre Bohr e Einstein e no fim Bohr provou ter razão Einstein chamou a isto: “Spooky action at a distance”.

A famosa troca de palavras entre Einstein e Bohr Einstein:” Deus não joga aos dados”

Bohr: “Não digas a Deus o que fazer” Análise e consideração sobre a experiência:

Se podemos dizer que a partícula tem a capacidade de comunicar com outras no tempo e no espaço, então podemos dizer que a consciência humana tem a capacidade de comunicar com qualquer acontecimento seja ele presente em qualquer tempo ou espaço.

Estamos permanentemente ligados e essa comunicação é constante. Com todos os que nos rodeiam e com todas as partes de nós no passado, presente e futuro.

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A distância é apenas uma ilusão assim como sugere esta comunicação / ligação entre duas partículas que têm a capacidade de se influenciar através do espaço. Também se influenciam no tempo como irá demonstrar a experiência, Delayed choice experiment.

O Gato de Schrödinger

O Gato de Schrödinger é uma experiência mental, frequentemente descrita como um paradoxo, desenvolvida pelo físico austríaco Erwin Schrödinger, em 1935. A experiência procura ilustrar a interpretação de Copenhaguedamecânica quântica, imaginando-a aplicada a objetos do dia-a-dia.

No exemplo, há um gato fechado numa caixa, de forma a não estar apenas vivo ou apenas morto, mas sim “vivo-morto”.

O que esta experiência pretende demonstrar é que em cada encruzilhada da vida, nós podemos considerar que antes de escolher as duas hipóteses permanecem inertes existentes no tempo, o tempo todo.

Após escolhermos uma das duas hipóteses, ou ao observarmos uma das hipóteses (se considerarmos que os acontecimentos da vida estão pré-determinados), a outra (que não escolhemos) continua lá mas não observada!

Todo o conceito da Física Quântica deu-me a liberdade de considerar que o ser humano pode sintonizar-se com qualquer versão dele próprio. Apenas não o está a observar. Mas que ele existe, existe, como todas as versões alternativas de si.

Delayed Choice experiment

  • Experimento de escolha adiada de Wheeler.
  • Quando o futuro tem influência sobre o passado.

  1. “The distinction between the past, present and future is only a stubbornly persistent illusion”. Albert Einstein Como já falado anteriormente, o que esta experiência mostra é que o futuro pode influenciar o passado. As partículas que vão ser apagadas no futuro (caixas C e D), influenciam as suas partículas “gémeas” que estão interligadas, e que vão resultar num padrão de interferência no “interference screen”, como se não tivéssemos conhecimento de onde elas passam. Já as partículas das caixas A e B, da qual podemos retirar a informação de onde passam as partículas, irão comunicar (no tempo) para as suas partículas “gémeas” que formarão o padrão de sólido. Uma das coisas que podemos então determinar, é que o que importa é a nossa consciência sobre o sítio onde a partícula passa e não a observação em si. Ou seja, não é obrigatório eu observar. Mas tem influência eu conhecer por onde passa a partícula.

Tempo?

Tudo existe ao mesmo tempo!
Como nos movimentamos no espaço / tempo.

The Many Worlds Interpretation

O Multiverso é um termo usado para descrever o conjunto hipotético de universos possíveis, incluindo o universo em que vivemos. Juntos, esses universos compreendem tudo o que existe: a totalidade do espaço, do tempo, da matéria, da energia e das leis e constantes físicas que os descrevem.

É geralmente usado em enredos de ficção científica, mas também é uma extrapolação possível de algumas teorias científicas para descrever um grupo de universos que estão relacionados, os denominados universos paralelos. A ideia de que o universo que se pode observar é só uma parte da realidade física deu luz à definição do conceito “multiverso”.

A Interpretação de muitos mundos (ou IMM) é uma interpretação da mecânica quântica que propõe a existência de múltiplos “universos paralelos”. A IMM foi formulada inicialmente por Hugh Everett para a explicação de alguns processos não determinísticos (tais como medição) na mecânica quântica.

Embora várias versões de IMM tenham sido propostas desde o trabalho original de Everett, todas compartilham duas ideias-chave: a primeira delas é a existência de uma função estado para todo universo a qual obedece à equação de Schrödinge para todo tempo e para a qual não há processo de colapso da onda. A segunda ideia é que este estado universal é uma sobreposição quântica de vários, possivelmente infinitos, estados de idênticos universos paralelos não comunicantes.

As ideias da IMM originaram-se na tese de Ph. D. de Hugh Everett na Universidade de Princeton mas a frase “muitos mundos” é devida a Bryce DeWitte, que posteriormente desenvolveu algumas das ideias presentes no trabalho original de Everett. A formulação de DeWitt tornou-se tão popular que muitos confundem-na com o trabalho original de Everett.

Resumindo, o que é física quântica, afinal?

Ela é a única teoria que descreve de maneira bem-sucedida o comportamento de átomos e das partículas menores que átomos – os quarks e elétrons que compõem os átomos, por exemplo, ou os fótons, as partículas que perfazem a luz. Se tentares usar as equações da Relatividade de Einstein para explicar o que um elétron está a fazer, não vai resultar. O mundo das coisas pequenas é inacessível às equações do alemão.

Isto porque é impossível determinar a posição de um elétron. O melhor que podes fazer é criar uma espécie de gráfico que demonstra onde há maior ou menor probabilidade deste elétron estar num determinado momento. A equação que gera esse gráfico foi a grande teoria de Erwin Schrödinger.

Esta é uma noção muito estranha, pois nada, na nossa experiência quotidiana, pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Se tu estás em casa, a probabilidade de que estejas em casa é 100%, e de que estejas fora de casa, 0%. Não dá para estar meio grávida, não dá para cometer meia infração de trânsito, não dá para estar 50% na cama e 50% no supermercado.

Isto é tão verdade que até as próprias partículas concordam: quando tu tentas estabelecer a posição de um elétron, ele imediatamente abandona a sua incerteza e manifesta-se num lugar só. O gráfico, antes tão irregular, atinge 100% de garantia. Dureza: o mundo, na escala quântica, passa a perna aos cientistas.

Quem descobriu que o elétron se nega a manifestar a sua estranheza foi o dinamarquês Niels Bohr.

O que Everett concluiu foi: de fato, é extremamente irreal supor que um elétron esteja em dois lugares ao mesmo tempo, ou que o observador veja a partícula em vários lugares ao mesmo tempo. Mas não é tão irreal assim pressupor que existem vários universos, e que cada um deles contém o elétron numa das posições possíveis. Ou seja: o Gato de Schrödinger está vivo em num universo, e morto noutro.

Assim sendo, se estamos em vários lugares ao mesmo tempo, sejam eles passados presentes e futuros, significa que é possível aceder a essas memórias assim como são as do passado na hipnose clássica.

Assim sendo, não estamos a observar uma memória do passado traumática, mas sim uma memória não experienciada do futuro ou de um cenário alternativo e com isso a criar ressonâncias dessas “memórias” no nosso cérebro.

ESPERE!
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